48 vezes Julio Camacho

No dia 25 de  Novembro foi realizada, na Churrascaria Tourão na Barra da Tijuca, a Sexagésima Quinta Cerimônia Tradicional do Clã Moy Jo Lei Ou.

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65ª Cerimônia Tradicional do Clã Moy Jo Lei Ou

Essa cerimônia foi bastante especial para o Clã como um todo, pois além de marcar o início de uma importante transição dentro da nossa linhagem de Ving Tsun, foi celebrado o 48º aniversário do Mestre Julio Camacho.

A cerimônia contou com o ingresso de cinco membros na Família Moy Jo Lei Ou. Antônio Henrique Correa, Miguel Couto, Raphael Krás, Rubia Souza e Rogério Gomes.

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Homenagem de Jade a seu pai durante a celebração do aniversário de seu pai.

A parte mais emocionante da noite esteve relacionada às homenagens ao Mestre Julio Camacho, em especial à fala de Jade, sua filha.

Particularmente foi um dia muito especial para mim, me sinto marcado pelas celebrações de aniversário  de meu Mestre por duas razões.  No ano de 2015, o ano em que ingressei no Ving Tsun, tive a oportunidade de me juntar à família Kung fu na ocasião do aniversári de 46 anos do Mestre Julio. No ano seguinte, quando ele completou 47 anos, tive uma nova oportunidade, e nessa ocasião me tornei o discípulo número 29 de Mestre Julio Camacho, que me nomeou posteriormente como Moy Yau Lei. Curiosamente este nome recebido por mim possui 3 ideogramas, 2 deles o “Moy” e o “Lei” estão presentes no próprio nome Kung Fu de meu Mestre.

Fico bastante feliz de ter participado deste momento tão especial para o individuo Julio Camacho, e para Liderança Moy Jo Lei Ou. Mas neste momento torno mais forte a consciência de que esta data está marcada como o “Primeiro dia de meu nome” Moy Yau Lei.

 

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O discípulo Moy Yau Lei acompanhando a cerimônia.

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Kung Fu e Compromisso.

Olá,
Depois de meses volto a publicar nesta página.  Este ano foi bastante corrido e em algum momento perdi a motivação para escrever. De qualquer forma estou voltando as minhas publicações regulares e isso se dá por uma série de razões que envolver um compromisso recente que assumi com o Mestre Julio Camacho.

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Este ano estivemos juntos em várias reuniões de Vida-Kung Fu.

O ano de 2017 foi bastante intenso em termos de Vida-Kung Fu. Esses acontecimentos acabaram ocorrendo em função de um progressivo envolvimento de minha parte com atividades relacionadas a Kung Fu.  Em Novembro do ano passado participei de uma cerimônia que me tornou, em caráter vitalício, discípulo de Mestre Julio Camacho. Este evento gerou em mim uma tendência, que como uma onda permitiu que envolvesse cada vez mais com a temática Kung Fu.

 

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Diariamente às 7 da manhã, Mestre Julio se encontra com alguns de seus discípulos para reuniões operacionais e de gestão.

Este envolvimento começou já no mês de janeiro com a criação desta página. Contudo, não foi a única ação realizada por mim dentro desta temática,, uma vez que passei a participar cada vez mais das atividades de núcleo e culminou no acumulo de funções operacionais e de gestão.

Em conversa recente com Mestre Julio, percebi que a Vida-Kung Fu desenvolve uma maturidade acentuada em um tempo relativamente curto. Há um ano atrás dificilmente eu poderia vislumbrar a mudança que ocorreu em mim. No começo, ao me relacionar com Mestre Julio Camacho, acreditava que estava ficando mais inteligente. Mas depois de algum tempo acabei me dando conta que esse era o Kung Fu que estava recebendo e do qual sou legatário.  Por compreender a importância deste legado é que volto a escrever. Espero que dessa vez com mais maturidade e inteligência.

De qualquer forma, o recomeço deste trabalho é uma maneira de firmar um compromisso com Mestre Julio Camacho e  a partir dele, manter e tornar mais forte a relação que desenvolvemos nos últimos meses.

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Mestre Julio e seu discípulo em foto recente no Aeroporto Santos Dummont. No Rio de Janeiro.

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Kung Fu, Fear and Anxiety.

Kung Fu, Medo e Ansiedade.

ENGLISH VERSION
Uma das coisas que mais me impressionam no Kung Fu é o aprendizado que ocorre de maneira invisível. No dia que fui convidado a ingressar na família Kung Fu de Mestre Julio Camacho, lembro que fui preparado apenas para jantar e ser formalmente convidado para esse ingresso. Havíamos marcado de encontrar os participantes do jantar no núcleo para podermos ir todos juntos ao restaurante. Ao chegar no núcleo, Mestre Julio Camacho ainda coordenava uma prática de combate e ao me deparar com esta situação inesperada, fiquei sem saber o que fazer, fiquei nervoso e congelei, não queria participar da prática, ao mesmo tempo fiquei bastante deslocado dos demais praticantes.

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O evento realizado no núcleo Freguesia contou com praticantes de todas as escolas da Moy Yat Ving Tsun do Rio de Janeiro.

No último final de semana, participei de um evento no núcleo Freguesia que contou com a participação da liderança do Grande Clã Moy Yat Sang, Mestre Leo Imamura. Acabei decidindo ir de última hora e confesso que fui com uma mentalidade de apenas assistir as palestras como se estivesse assistindo uma aula qualquer. Ao chegar no núcleo Freguesia, já no elevador descobri que eu seria o único aluno a representar Mestre Julio Camacho. Ao ouvir essa informação fiquei sem a menor ideia do que fazer. Durante este impasse, acabei esperando um pouco e com a chegada de alguns membros de um outro núcleo pude perceber uma tendência.
Neste momento, consegui virar uma chave. Deixei de me colocar como vítima dos meus próprios atos e tomei a consciência de que precisava fazer alguma coisa diferente. Eu não estava mais naquele núcleo por mim mesmo, mas representando todo o clã e por isso não poderia assumir uma postura de mero espectador mas de alguma forma estar contribuindo com a fluidez daquele evento.
Lembrei muito da última viagem que fiz com Mestre Julio Camacho em que ele me disse

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A última viagem que fiz acompanhando Mestre Julio Camacho.

que um praticante de Kung Fu não podia ser mais um, mas em cada ambiente que ele estivesse, poderia estar somando e fazendo a diferença. Mas a partir daí veio mais um questionamento. Como eu poderia fazer isso sem ser desrespeitoso com os organizadores do evento. Resolvi então que o que eu precisava fazer seria dar o melhor de mim em todas as práticas, além de fazer perguntas de forma que fosse gerada uma ambiência para a exploração delas.
Durante o primeiro dia, Mestre Leo Imamura falou de uma particularidade humana que me chamou muito a minha atenção. Falou sobre o medo e como esse sentimento afeta as pessoas dentro e fora de um contexto de artes marciais. Posteriormente, já em casa, comecei a conectar o que foi dito com alguma coisa que eu sabia acerca deste sentimento.
Dentro da psicologia, o primeiro nome que me vem à cabeça quando penso nesse assunto é Kurt Goldstein. O medo é um sentimento faz parte da constituição humana e tem como função, a preservação do indivíduo. De acordo meus estudos acerca deste teórico, o medo tem sempre um objeto de referência e lidar com ele é relativamente fácil, pois para não sentir medo, basta não estar em contato com um objeto. Por exemplo: Se tenho medo de aranhas, basta eu ficar longe de aranhas que não sentirei medo.

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Mestre Leo Imamura, cria,a meu ver, um cenário apropriado para demonstração de uma abordagem apropriada de chutes.

O medo contudo é um sentimento que sensorialmente se confunde com a ansiedade. A ansiedade é um derivado do medo, contudo, neste sentimento, o objeto do medo se perde e fica bastante obscuro, pois passa por muitos intermediários. Além disso existe esse sentimento envolve a característica de antecipar a reação antes do tempo adequado. Por exemplo, digamos que tenho uma prova a ser realizada amanhã. Como acho que não me preparei adequadamente fico ansioso desde já. A fantasia é que se fizer a prova, sairei mal, se sair mal, reprovarei o semestre, se reprovar o semestre, levarei bronca dos meus pais, se levar bronca dos meus pais, os decepcionarei e se os decepcionar, perderei seu amor. Desta forma a ansiedade está relacionado a um objeto equivocado e a partir de um olhar cuidadoso podemos perceber que em sua raiz está uma outra questão bem mais profunda. De acordo com Goldstein, o trabalho para redução da ansiedade seria a desconstrução para que cheguemos ao medo e assim podermos aborda-lo de maneira apropriada.
Dentro do Kung fu, frequentemente me deparo com situações que geram ansiedade, como foi o caso de representar o Mestre Julio Camacho. Contudo, dentro desse mesmo Kung Fu, aprendo a ver as situações dentro de seu real tamanho para que possa dar as respostas apropriadas.
Até a próxima!

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Um discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu, Fear and Anxiety

One of the things that impress me most about Kung Fu is learning that occurs in an invisible way. On the day that I was invited to join the Kung Fu family of Mestre Julio Camacho, I remember that I was prepared only for dinner and to be formally invited to this ticket. We had arranged to meet the dinner participants in the nucleus so we could all go to the restaurant together. Upon arriving at Barra da Tijuca School, Master Julio Camacho was coordinating a combat practice and when I came across this unexpected situation, I did not know what to do, I got nervous and I froze, I did not want to participate in the practice, at the same time I was quite dislocated from other practitioners .

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The Event in Freguesia School Branch, where members from all Moy Yat Ving Tsun schools in Rio de Janeiro attended.

Last weekend, I attended an event in Freguesia School Branch that was attended by the leadership of the Grand Clan Moy Yat Sang, Master Leo Imamura. I ended up deciding to go last minute and I confess I went with a mentality of just attending the lectures as if I was attending any class. Upon reaching the Freguesia School Branch, in the elevator I discovered that I would be the only student to represent Mestre Julio Camacho. When I heard this information, I had no idea what to do. During this impasse, I ended up waiting a little and with the arrival of some members of another school and then I could perceive a tendency.
At that moment, I was able to turn a key. I stopped being a victim of my own actions and became aware that I needed to do something different. I was no longer in that school by myself, but representing the whole clan and therefore could not assume a posture of mere spectator but somehow be contributing to the fluidity of that event.
I remembered a lot of the last trip I did with Mestre Julio Camacho in which he told me

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In my last trip with Master Julio Camacho.

that a Kung Fu practitioner could not be one more, but in every environment he was, he could be adding up and making a difference. But from that came another question. How could I do this without being disrespectful to the organizers of the event. I then decided that what I needed to do would be to do my best in all practices, as well as to ask questions in a way that would create an environment for the exploitation of the subjects.
During the first day, Master Leo Imamura spoke of a human particularity that caught my attention very much. He talked about fear and how that feeling affects people in and out of a martial arts context. Later, already at home, I started to connect what was said with something I knew about this feeling.
Within psychology, the first name that comes to mind when I think about it is Kurt Goldstein. Fear is a feeling is part of the human constitution and has the function of preserving the individual. According to my studies about this theorist, fear always has an object of reference and dealing with it is relatively easy, because in order not to feel fear, it is enough not to be in contact with an object. For example: If I’m afraid of spiders, I just avoid spiders that experience fear.

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Master Leo Imamura, creates, in my understanding, a scenario where we could explore kicks appropriately.

Fear, however, is a feeling that is sensationally confused with anxiety. Anxiety is a derivative of fear, yet in this feeling, the object of fear is lost and becomes quite obscure, for it goes through many intermediates. In addition there is this feeling involves the characteristic of anticipating the reaction before the appropriate time. For example, let’s say I have a test to be held tomorrow. As I think I did not prepare properly, I’m anxious right now. The fantasy is that if I do the test, I will go wrong, if I go wrong, I will fail the semester, if I fail the semester, I will be scolded by my parents, if I’ scolded by my parents, I will disappoint them and if I disappoint them, I will lose their love. In this way the anxiety is related to a mistaken object and from a careful look we can perceive that in its root is another question much deeper. According to Goldstein, the work to reduce anxiety would be the deconstruction so that we come to fear so that we can approach it appropriately.
Within Kung Fu, I often come across situations that generate anxiety, as was the case of representing Master Julio Camacho. However, within that same Kung Fu, I learn to see situations within their actual size so that I can give appropriate responses.
Until Next time!

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An disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu e Comunicação

ENGLISH VERSION

No último dia 16, acompanhei Mestre Julio Camacho ao Campus da UFRJ na Praia Vermelha, para que ele pudesse ministrar, como Mestre de Kung Fu, uma palestra na disciplina Técnicas de Comunicação para o Curso de Nutrição daquela instituição.

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Professor Eduardo, penúltimo da esquerda para a direita, recebe a família Kung Fu na UFRJ.

Durante o traslado, Mestre Julio Camacho ficou perguntando a mim e principalmente ao Mestre Thiago Pereira o que entendíamos por comunicação. O assunto foi bem enriquecedor, pois Mestre Thiago Pereira pôde falar um pouco sobre a lógica de comunicação da cultura tradicional chinesa e como a comunicação funciona dentro de uma dinâmica de Kung Fu, enquanto Mestre Julio Camacho nos falou sobre as particularidades da comunicação, como escuta, fala, canal de comunicação, atenção ao interlocutor e adequação de linguagem. Falou ainda sobre a importância do comunicador avaliar as circunstâncias nas quais está inserido e sobre conexão com as necessidades que vão surgindo a cada momento.

Quando chegamos a sala de aula, Mestre Julio Camacho pediu para que formássemos um círculo para que pudéssemos ver e sermos vistos por todos. Quando a palestra começou, o Mestre pediu para que cada um se apresentasse e falasse o que pensava sobre a importância da comunicação para si. O que ouvimos foi que em muitas falas, as pessoas geralmente tem facilidade de escutar o outro e grande dificuldade de se expressar para um público desconhecido e a grande razão para isso era a vergonha. Mestre Julio Camacho demonstrou grande empatia e conduziu o encontro de forma leve e dessa forma as pessoas presentes se sentiram convidadas a expor seus pensamentos e sentimentos acerca da comunicação. O palestrante fez, em muitos momentos, pontuações e recortes para falar da comunicação, e até mesmo de casos pessoais seus

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Mestre Julio Camacho ministra palestra na UFRJ.

para ilustrar o tema, sempre buscando, de alguma forma ajudar a cada uma daquelas pessoas.  Desta forma a palestra tomou uma fluidez muito grande e ao fim da fala da última pessoa, surgiu uma dúvida para os presentes: Como o Kung Fu se aplica a comunicação? Mestre Julio Camacho discorreu brevemente sobre o tema para que enfim terminasse a palestra dentro do tempo estipulado.

Posteriormente o mestre, nos explicou que adotou essa postura com base na situação que se apresentou, utilizou-se de sua percepção desenvolvida no Kung Fu para manter a plateia interessada e engajada, atinando para as circunstâncias que eram apresentadas, não se repetindo nos temas e buscando deixar as pessoas a vontade através de sua leitura de cenário.

Durante a apresentação, meus ouvidos de psicólogo não se contiveram e duas coisas me chamaram a atenção. O primeiro é que as pessoas geralmente não tem dificuldade em ouvir são empáticas e tem muita disponibilidade de estar acolhendo o outro.  A segunda é que as pessoas tem muita dificuldade em se expressar para um público desconhecido,

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A colaborativa plateia de Nutrição.

na maior parte das vezes por vergonha. De acordo com o renomado Gestalt-terapeuta Gary Yonteff(1998), o sentimento de vergonha está relacionado ao sentimento de inadequação, de não ser bom o suficiente. O questionamento que me passa a cabeça é: Qual será que é a imagem que essa geração tem de si mesma e o que cada um espera de si próprio? Qual a imagem que acreditam estar passando? Quais suas fantasias acerca de si mesmo?

Apesar de imaginar as razões para que isso aconteça, acredito que essas indagações permaneçam sem resposta, mesmo porque cada caso é muito único e particular. Mas pretendo me manter cada vez mais atento para o que possa vir em situações futuras para que seja possível ajudar pessoas que sofrem de vergonha, assim como Mestre Julio Camacho fez.
Até a próxima!

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Discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu and Communication.

On the last day 16, I accompanied Master Julio Camacho to the Campus of UFRJ University in Praia Vermelha, so that he could lecture, as a Kung Fu Master, in the discipline of Communication Techniques for the Nutrition course of that institution.

We met seven a.m. for breakfast in Barra da Tijuca so that we could hold an alignment meeting and discuss possible topics related to what might arise in the lecture. We talked about preparation, the need for the students of Master Julio Camacho to be discreet and not disclose the rest of the audience during his speech, in order not to draw attention unnecessarily.

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Professor Eduardo, the second from the right to left, welcomed the kung fu family in UFRJ University

While our way to the university, Master Julio Camacho asked me and, especially ,Master Thiago Pereira what we understood by communication. The subject was very interesting, because Mestre Thiago Pereira was able to talk a little about the logic of communication of Chinese traditional culture and how communication works within a  Kung Fu dynamic, while Master Julio Camacho told us about the particularities of communication, such as listening , Speech, communication channel, attention to the interlocutor and adequacy of language. He also spoke about the importance of the communicator to evaluate the circumstances in which it is inserted and about the connection with the needs that are emerging at each moment.

When we arrived at the classroom, Master Julio Camacho asked us to form a circle with chair so that we could see and be seen by all. When the lecture began, the Master asked everyone to introduce themselves and tell what they thought about the importance of communication for themselves. What we have heard is that in many speeches, people often find it easy to listen to each other and have great difficulty expressing themselves to an unknown audience, and the great reason for this was shame. Master Julio Camacho showed great empathy and led the meeting lightly and in this way the people present were invited to expose their thoughts and feelings about communication. The speaker

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Master Julio Camacho giving a lecture in UFRJ University.

made in many moments, punctuations and clippings to talk about communication, and even his personal cases to illustrate the theme, always seeking to somehow help each of those people. In this way the lecture took a very great fluidity and at the end of the last person’s speech, a doubt arose for the present: How does Kung Fu apply communication? Master Julio Camacho spoke briefly on the subject so that at last he would finish the lecture within the stipulated time.

Subsequently, the teacher explained that he adopted this position based on the situation presented, he used his perception developed in Kung Fu to keep the audience interested and engaged, taking into account the circumstances that were presented, not repeating itself in the themes and Seeking to leave people at ease through their scenario reading.

During the presentation, my psychologist’s ears caught two matters to my attention. The first is that people usually don’t have difficulty in listening, are empathic and have a lot of willingness to be welcoming each other. The second is that people have a hard time expressing themselves to an unknown audience, most often because of shame. According

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The Colaborative Nutrition Crowd.

to renowned Gestalt therapist Gary Yonteff (1998), the feeling of shame is related to inadequacy, the feeling  of not being good enough. The question that comes to mind is: What is the image that this generation has of itself and what each one expects of itself? What image do you think is happening? What are your fantasies about yourself?

Although I imagine the reasons for this to happen, I believe that these inquiries remain unanswered, even though each case is very unique and particular. But I intend to keep myself more and more aware of what may come in future situations so that it is possible to help people who suffer from shame, just as Master Julio Camacho did.

Until Next time!

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A Disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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O olhar atento do Kung Fu

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O início de nossa viagem a São Paulo.

No último fim de semana  fiz minha primeira viagem voltada para o Kung Fu.  Foi uma viagem a São Paulo, em que fomos prestigiar o  54º aniversário do Mestre do Mestre Julio Camacho, Leo Imamura. Várias pessoas me questionaram sobre a necessidade de eu ter me deslocado do Rio até São Paulo apenas para estar presente no aniversário de uma pessoa. Acho que a resposta mais simples que posso dar é que além de ter ido prestigiar uma grande liderança, fui para São Paulo refinar meu Kung Fu mesmo não precisando disparar muitos golpes.

A viagem se deu em duas etapas o sábado de cerimônia e o domingo de palestras, nas duas ocasiões o ambiente foi propício para que eu pudesse aprimorar  não só minhas percepções, mas minha atitude mental. Desde a partida do Rio até a volta para casa, pude perceber que teria que estar muito focado e comprometido com a família Kung Fu, caso contrário minha viagem poderia ser em vão. Isso se dá pelo fato de que no Kung Fu e na vida as situações ocorrem de forma dinâmica e muitas vezes só temos uma oportunidade de ver, experienciar ou sentir algumas coisas. Estar atento para as situações como se configuram é essencial para que possamos analisar o ambiente e reverter as possibilidades em benefícios. Pelo que aprendi nessa viagem, a  melhor maneira de estar gerando benefícios é estar atento e não deixar as possibilidades passarem sem que haja uma análise cuidadosa de cenário.

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Mesmo em uma mesa de refeições, a atenção de um praticante de Kung Fu deve ser constante.

Nessa viagem ocorreram diversas situações em que análise e ação em um cenário  se mostraram necessárias, mas o que de fato me chamou a atenção foi a questão da qualidade necessária para agir em cada situação. Pelo que entendo da minha convivência com Mestre Julio Camacho, um praticante de Kung Fu não pode se comportar como alguém que está em um ambiente para fazer “número”, mas deve ser um sujeito que faz a diferença nas situações em que se encontra, mesmo que essa diferença seja invisível aos olhos da maioria. Um bom praticante de Kung Fu influencia diretamente o meio em que está inserido e  para tal, pode ser que tenha sua atenção convocada, o que para alguns pode parecer que estamos sendo constantemente testados ou então que está recebendo ordens.

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No estudo com o Sa Baau, pude colocar atenção na cadeia de energia gerada pelo meu corpo e como me posiciono ao desferir um golpe.

O ofício de um psicólogo, assim como no Kung Fu, exige com que o profissional tenha uma atuação que faça a diferença na vida de uma pessoa. Essa atuação vem de uma escuta clara e de uma percepção aguçada por dezenas de horas de prática supervisionada, além de uma longa jornada de autoconhecimento. Contudo, muitas vezes me pergunto se apenas isso é suficiente. Acredito ter encontrado no Kung Fu uma maneira de me aprimorar profissionalmente, principalmente porque amplia a consciência e a atenção sobre si e outros. Dentro de uma dinâmica de Kung Fu gradativamente aumentamos a consciência corporal e espacial, mas ao nos relacionarmos dentro do que chamamos de círculo Marcial, melhoramos também nossa capacidade avaliar situações e avaliando as situações podemos explorar os melhores recursos delas.  Essa habilidade é fundamental também para acompanhar integralmente processo terapêutico.

Até a próxima!

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Discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu’s Watchful eye.

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The begining of our trip to São Paulo.

Last weekend I made my first Kung Fu trip. It was a trip to São Paulo in which we were to honor the 54th birthday of  Master Julio Camacho’s Master, Leo Imamura. Several people questioned me about the need of going from Rio to São Paulo just to be present on a person’s birthday. I think the simpler answer I can give  for that is that in addition to attending a great leadership birthday, I went to São Paulo to refine my Kung Fu even if striking very few blows.

The trip had two stages, the Saturday of the ceremony and the Sunday of lectures. On both occasions, the environment was aproppriate for me to improve not only my perceptions, but my mental attitude. From Rio’s departure until the return home, I realized that I would have to be very focused and committed to the Kung Fu family, otherwise going on this trip could have been in vain. This is due to the fact that in Kung Fu and in life  the situations occur dynamically and often we only have an opportunity to see, experience or feel some things. Being attentive to the situations as they are configured is essential so that we can analyze the environment and transform the possibilities into benefits. And from what I learned on this trip, the best way to be generating benefits is to be aware and not let the possibilities pass without careful consideration of the scenario.

On this trip there were several situations in which analysis and action in a scenario were

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Even in a meal table, a Kung Fu practicioner should have attention to the enviroment.

necessary, but what really caught my eye was the question of the quality needed to act in each situation. From what I understand of my relationship with Mestre Julio Camacho, a Kung Fu practitioner can not behave like someone who is in an environment to make “numbers”, but must be an active subject that makes a difference in the situations in which he is, even if that this difference is invisible in the eyes of the majority. A good practitioner of Kung Fu directly influences the environment in which he is inserted and for this purpose, he may have his attention called , which for some may seem to be constantly being tested or is receiving orders.

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On the Sa Baau’s study, i could bring attention to the energy chain required, and how i change my feet position while striking a blow.

The job of a psychologist, just like in Kung Fu, requires that the professional have a performance that makes a difference in a person’s life. This performance of clear listening and keen insight  comes from dozens of hours of supervised practice, and also a long journey of self counsciousness is require. However, I often wonder if that supervision alone is enough. I believe I have found Kung Fu a way to improve myself professionally, mainly because it increases awareness and attention for myslef and others. Within a Kung Fu dynamic we gradually increase our bodily and spatial consciousness, but as we relate to what we call the Martial Circle, we also improve our ability to assess situations and to evaluate situations we can draw on the best resources from them. This ability is also fundamental to fully follow the therapeutic process.

Until next time!

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An disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Sobre resistência, neurose e Kung Fu

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Defesas, formas e Kung Fu. É sobre isso que falaremos no post de hoje!

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Na última segunda-feira eu estava participando das atividades  de um núcleo de Kung Fu na Barra da Tijuca e um praticante disse que havia retornado a faculdade do curso de Letras e que em uma de suas aulas um professor de literatura disse que desejava que sua aula fosse um espaço de resistência. Como psicólogo, essa fala me soou muito mal. A verdade é que eu não sei o que esse professor disse mas no meu entendimento, como uma pessoa poderia ler com qualidade se estivesse resistindo aquele conteúdo?! Este estranhamento se deve ao olhar que dou para a resistência é de um psicólogo Gestalt-Terapeuta.  Imagino que o professor estivesse falando algo no campo da crítica.

Mas o que é resistência para um Gestalt-terapeuta?

Quando abordamos a resistência dentro da Gestalt-Terapia, é importante ressaltar que estamos  abordando recursos defensivos  que permeiam a constituição de um sujeito. Em princípio a resistência atua na busca pela autopreservação de um indivíduo, desse modo este recurso é extremamente valioso, pois é o que mantém, em princípio, a pessoa sã. A resistência atua  na tentativa de conservar a forma com que vivemos habitualmente.

Em sua forma original, a resistência é bastante útil, porém, algumas vezes essas defesas se cronificam  e passam a ser utilizadas de  forma acrítica na maior parte das situações. Quando isso ocorre ,geralmente, há uma percepção reduzida sobre esta maneira de se defender e desta  forma, a resistência assume uma forma neurótica.

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Tal qual uma pele de cobra,  a resistência neurótica já teve sua importância.

Podemos buscar várias situações para ilustrar a resistência  e sua forma neurótica. Não é incomum, por exemplo, encontrarmos pessoas que  tem um tom agressivo , que dá a impressão que a pessoa está sempre brigando. Podemos imaginar que essa pessoa é oriunda de um ambiente extremamente hostil. Em algum momento essa forma agressiva foi extremamente importante para a pessoa. Seja para que ela fosse ouvida, seja para ser respeitada em sua individualidade. Para essa pessoa, o tom agressivo pode ser  uma forma encontrada por ela para manter outras pessoas afastadas, que por ventura poderiam feri-la. Em algum momento se expressar de forma mais agressiva teve sua importância para essa pessoa, contudo quando esta forma fica cristalizada esse indivíduo passa a “atacar” qualquer pessoa que se aproxime, mesmo que essa pessoa não tenha dado nenhum indicio que fosse desrespeita-la.

Esta forma acrítica conservada pela resistência pode ser chamada de neurose.

Em minha experiência no Ving Tsun, em vários momentos me dei conta várias vezes das minhas neuroses. Existe um episódio ,em especial, que passei com meu Mestre, Julio Camacho, que sempre gosto de lembrar. Em uma das minhas primeiras experiências com Chi Sau,  Mestre Julio Camacho fez a conexão comigo e pediu para eu colocar o mínimo de energia que eu pudesse. Como um discípulo obediente coloquei o mínimo que achava necessário, após realizar essa tarefa, Mestre Julio continuou pedindo para que eu colocasse cada vez menos energia. Nesse momento comecei a ficar confuso e ao mesmo tempo, comecei a fazer o meu melhor para atender o pedido do meu mestre, que cada vez mais pedia menos energia e não só isso, pedia também para eu avaliar qual era o mínimo necessário para estabelecer essa conexão. Deste modo comecei a perceber que eu de fato conseguia colocar menos energia do que eu entendia como o mínimo, dessa forma comecei a um processo de começar a atualizar minha percepção sobre mim mesmo.

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Através da sensibilidade de Mestre Julio Camacho conseguimos descobrir muito de nós mesmos.

Com a percepção de que em uma tarefa relativamente simples eu utilizava energia além do necessário, comecei a questionar em quais outros aspectos da minha vida eu fazia mal uso de minha energia. A partir dessa proposta de Mestre Julio, comecei a perceber que várias das dificuldades e travas que eu tinha na minha vida se davam por um deslocamento enérgico desproporcional ao que era necessário. Desta forma, eu acriticamente colocava muita energia nas coisas que eu fazia e acompanhando  estes excessos vinha muita expectativa, cobrança e frustração e estes sentimentos acabavam por tirar qualidade destas coisas que eu fazia.

Através destas inserção bem específica do Mestre Julio Camacho, pude através do Kung Fu, iniciar um processo de sensibilização que começou naquele dia e vai se aprimorando cada vez mais e que está  sendo levado para todo o resto da minha vida.

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Discípulo de Mestre Júlio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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About Resistance, Neurosis and Kung Fu.

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Defenses, forms and Kung Fu, that’s what were going to talk about on this post.

Last Monday I was praticing Kung Fu in Barra da Tijuca and a practitioner said that he had returned to the School of Literature and that in one of his classes a professor said that he wanted his class to be a space of resistance. As a psychologist, this speech sounded very bad. The truth is I do not know what this teacher  meant exactly, but in my understanding i couldn’t belive how can a person  even start reading with quality if he was resisting that content ?! This strangeness one should look at that give for resistance is from a Gestalt-Therapist psychologist. I imagine the professor was saying something in the field of criticism but that’s not how it goes in psychology.

But for what is resistance to a Gestalt-therapist?

When we talk about resistance in Gestalt Therapy, it is important to notice that we are talking about  defensive features that permeate the constitution of a individual. In principle, resistance acts on the self-preservation of an individual, so this resource is extremely valuable, since it is what maintains, in principle, the person sane. Resistance acts in the attempt to preserve the way we habitually live.

In its original form, resistance is very useful, but sometimes these defenses become chronical and used uncritically in most situations. When this occurs generally there is a reduced perception about this way of defending and in this way resistance takes on a neurotic form.

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Like a snake’s skin the neurotic resistance has already had it’s importance.

We can look for several situations to illustrate the resistance and its neurotic form. It is not unusual, for example, to find people who have an aggressive tone, which gives the impression that the person is always struggling. We can imagine that this person comes from an extremely hostile environment. At some point of his/her this aggressive form was extremely important to the person. Whether it was to be heard or to be respected in your individuality. For this person, the aggressive tone may be a form found by her to keep other people away, who could hurt her. At some point expressing more aggressively has had its importance for this person, however when this form is crystallized this individual will “attack” any person who approaches, even if that person has not given any indication of disrespect

This uncritical form preserved by resistance can be called neurosis.

In my experience with the Ving Tsun, at various times I realized several times about my neurosis. There is an episode in particular that I spent with my Master, Julio Camacho, that I always like to remember. In one of my first experiences with Chi Sau, Master Julio Camacho made the connection with me and asked me to put as little energy as I could. As an obedient disciple, I put as little as I thought it wa necessary. After completing this task, Master Julio kept asking me to put less and less energy. At that moment I startedto be confused and at the same time, I began to do my best to meet the request of my master, who increasingly asked for less energy and not only that, he also asked me to evaluate the minimum needed to establish this connection. In this way I began to realize that I could actually put less energy than I understood as the minimum, so I began a process of starting to update my perception of myself.

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Through Master Julio Camacho sensiblity we are able to find out much of ourselves.

With the perception that in a relatively simple task I used energy beyond what was necessary, I began to question in what other aspects of my life I misused my energy. From this proposal of Master Julio, I began to realize that several of the difficulties and obstacles that I had in my life were due to an energetic displacement disproportionate to what was necessary. In this way, I uncritically put a lot of energy into the things I did and following these excesses came a lot of expectation, collection and frustration and these feelings ended up taking quality from these things that I did.

Through these very specific insertion of Master Julio Camacho, I was able through Kung Fu to initiate a process of sensitization that began that day and is getting better and better and that is being taken for the rest of my life.

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An disciple of Master Julio Camacho Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Qual a relação entre Kung Fu e Gestalt-Terapia?

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   ENGLISH VERSION

Desde que comecei a minha prática de Kung Fu, o que mais me chamou a atenção foi como a maior parte das práticas tinha uma resposta emocional em mim. Conseguir ou não fazer determinado movimento, geralmente estava da associado a alguma parte da minha vida. Além disso fui percebendo em como praticar trazia qualidade de vida para mim, visto que eu sempre poderia explorar e trabalhar aspectos até então desconhecidos em mim. Como psicólogo, a cada sessão de prática eu fazia uma pequena correlação do eu havia visto com a teoria da Gestalt-Terapia. Com o passar do tempo, acabei desenvolvendo um pragmatismo na minha prática e deixei um pouco de lado essa relação com a teoria.

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Mestre Julio Camacho consegue mobilizar muitas pessoas ao mesmo tempo falando apenas algumas palavras.

A teoria que eu experimentava viva no Kung Fu, estava em estado de latência, e aparecia de vez em quando, quando eu era perguntado, principalmente quando Mestre Julio Camacho pedia para eu desenvolver um tema para que pudesse explicar para outros praticantes alguns conceitos dessa linha teórica. Quando Mestre Julio Camacho me pediu para escrever um blog, a primeira ideia que surgiu na minha cabeça foi de colocar no papel a semelhança percebida por mim entre Kung Fu e Gestalt-Terapia.

 

Surgida na década de 1950, a Gestalt-Terapia foi criada em meio ao movimento humanista e tinha como pretensão dar um olhar diferenciado sobre o ser humano. De acordo com os criadores dessa teoria, as maiores linhas psicológicas da época olhavam para o ser humano com uma perspectiva bastante determinista, ou seja,   a formação da personalidade humana se dava por leis pré-determinadas, pirncipalmente de causa-efeito. Para os Gestalt-Terapeutas as pessoas desenvolvem sua personalidade através  das experiências que resultam da relação com o ambiente e nessa relação o indivíduo se desenvolve através da exploração de suas potencialidades. Ao interagir com o ambiente essa pessoa é livre para fazer suas escolhas, tornando-se responsável por elas.

Dentro dessa primeira descrição da Gestalt-Terapia, já existe, dentro do meu entendimento uma forte semelhança com o Kung Fu, principalmente no que tange a exploração de ambiente e aproveitamento da potencialidade das situações e de seu próprio potencial. É claro que em ambas as atividades podemos estar inserindo novos conteúdos, porém sempre estamos nos munindo de recursos que já conquistamos através de experiências prévias.

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Octavio Ocampo traduz através da arte que o todo é maior que a soma das partes.

Tanto para a Gestalt-Terapia, quando para o Kung Fu, a experiência é fundamental para o desenvolvimento humano..  Essa linha psicológica se apoia em conceitos da psicologia da Gestalt  e desta forma qualquer elemento muda toda a configuração de ser um indivíduo, ainda que haja a tendencia desta pessoa estar contida em sua forma conhecida, a princípio ele vai se tornando uma “nova” pessoa a cada experiência. É claro que existem experiências e elementos mais significativos que outros, pois estes mudam a percepção sobre o sujeito, mas de uma maneira geral todos os elementos percebidos pelo sujeito operam de forma a modificá-lo em algum grau.

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Mestre Julio Camacho demonstrando o Taan Sau

No meu processo de vida Kung Fu, eu poderia tirar dezenas de exemplos desse substrato teórico. Certa vez eu e outro praticante estávamos reunidos com Mestre Julio Camacho e ele disse algo como : “Você percebe que quando você pressiona os dedos indicador e mínimo contra os demais dedos, a estrutura do Taan Sau muda completamente?” e prosseguiu: ” Mas em quais situações do dia a dia você vai utilizar essa técnica? Provavelmente nunca vai usar, contudo você pode aprender a dar  atenção aos detalhes mudam todo o contexto!”  Dessa forma meu Mestre demonstrou que um pequeno elemento muda toda uma configuração e  além disso transformou algo extremamente específico e técnico em alguma coisa que poderia ser amplamente utilizada no cotidiano.

Nas próximas postagens tentarei trazer mais semelhanças entre Kung Fu e a Gestalt-Terapia. Até a próxima!

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Um discípulo de Mestre Julio Camacho

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What is the relation between Kung Fu and  Gestalt Therapy?

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Since I started my Kung Fu practice, the aspect that caught my attention the most, was how i could get emotional responses from practices. Being able or not to make the move was often related to something in my life. At the same time I started to realize how the practice brought quality of life for myself, since I could always explore and work some unknown of my being. As a psychologist, within each practice I started to do small correlation form what I saw with the Gestalt Therapy theory. Over time, I have developed a pragmatism in my practice, and I have left this relation to theory a bit on the side.

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Master Julio Camacho can, with a few words, mobilize a great number of people

The theory living theory I experienced with  Kung Fu , was in a state of latency, and it appeared from time to time when I was asked, especially when Master Julio Camacho asked me to develop a theme so that I could explain to other practitioners some theorical concepts. When Master Julio Camacho asked me to write this blog, a first idea that came into my head was to put on paper a sensation perceived by me between Kung Fu and Gestalt-Therapy.

In the 1950s, a Gestalt-Therapy was created in the midst of the humanist movement and had the pretension of giving a different look about the human being. According to the creators of this theory, as the major psychological lines of the time looked at the human being with a deterministic perspective, that is, a formation of the human personality was given by pre-determined laws, mainly of cause and effect. For the Gestalt-Therapists people develop their personality with the experiences that result from the relationship with the environment. On this relationship the individual may develop himself  through the exploration of their potentialities. When interacting with the environment this person is free to make their choices, which makes them responsible for them.

On this brief description of Gestalt-Therapy, there is already , within my understanding, a strong similarity with Kung Fu, mainly in what concerns the exploration of the environment and taking advantage of the potentiality of the situations and the potential of someone. It is important to say that in both activities into new content could be insert, however, we often utilizing resources that were attained by previous experiences.

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Octávio Ocampo, translates through art, the concept that the whole is bigger than the sum of parts.

For both Gestalt Therapy and Kung Fu, experience is fundamental to human development. This psychological line is based on concepts of Gestalt psychology and in this way is a any new element changes the person as whole, although there is a tendency of the person to be contained in its known form, at first it will become a new person to each experience. Of course, some elements are more significant than others, since they change the perception about the  human subject, but in a general way all the elements perceived by the subject operate in a way that modifies it to some degree.

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Master Julio Camacho demonstrating the Taan Sau.

In my life-process Kung Fu, I could give dozens examples of this theoretical substrate. One day I and another practitioner were reunited with Master Julio Camacho and he said something like, “Do you realize that when you press your index and little fingers against the other fingers, the structure of Taan Sau completely changes?” He continued: “But in how many situations will you really need to use that particular aspect i just showed? Very, very few, although the attention to details could always be used, and that you can use every day!” By saying this, the Master demonstrated that a small element changes a whole configuration and furthermore transformed something extremely specific and technical into something that could be widely used everyday.

On the next posts I will try to bring more similarities between Kung Fu and a Gestalt-Therapy. See you next time!

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An Disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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