Desenvolvendo a Atenção Através da Relação Mestre-Discípulo/ Developing Attention Through Master-Disciple Relationship

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Qual é o diferencial do Kung Fu? Seriam os movimentos precisos? Eficiência técnica? Melhoria da consciência corporal?

Todos estas particularidades são, em minha opinião, diferenciais do Kung Fu, mas no entanto, acredito que o que torna esta arte tão diferente é o que chamamos de vida Kung Fu.  Mas o que seria isso?  Na base da vida Kung Fu estariam os relacionamentos desenvolvidos no círculo Marcial, sobretudo a relação mestre e discípulo.

Mas o que essa relação mestre discípulo tem de tão especial?

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Mestre Julio Camacho acompanha seu Mestre Leo Imamura na visita de seu  Meste Moy Yat. Na imagem de 98, o encontro de 3 gerações.

A princípio é uma relação que é calcada no aprendizado, mas que não fica restrita ao aspecto físico, principalmente porque tal perspectiva seria limitante e limitada. O aprendizado transcende o aspecto marcial do Kung Fu. No meu modo de ver, a luta é a roupagem que o Kung Fu usa para que possamos desenvolver algo muito mais precioso, que é a atenção.

Em quais situações de vida, verdadeiramente usaríamos um soco? Pode ser que algumas situações realmente requeiram o uso do soco… mas em quantas situações de vida nos beneficiaríamos de uma atenção refinada? Arrisco-me dizer que em todas!

Enquanto uma relação baseada em lutas se dá principalmente em um ambiente propício para lutas, uma relação baseada na atenção pode se dar em qualquer lugar, fazendo praticamente qualquer coisa, como pintar paredes ou simplesmente almoçando. Depende apenas da atitude mental voltada para atenção.

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É possível desenvolver seu Kung Fu pintando paredes, inclusive. Na imagem, o antigo núcleo da Avenida Nelson Cardoso.

Quando estamos imersos em uma relação, sempre há trocas e novas experiências surgem a partir destas trocas. Quando nos colocamos dentro de uma relação mestre e discípulo, a convivência vai gerando situações para que o Kung Fu e atenção sejam desenvolvidos.

Essa semana reuni para almoçar com Mestre Julio Camacho e outros discípulos.  Neste almoço, pudemos falar sobre um projeto que estamos desenvolvendo. Um projeto sobre Páginas de Kung Fu na internet. Neste projeto, alguns discípulos, supervisionados por Mestre Julio Camacho, farão postagens regulares sobre temas diversos, reunidos ao redor da temática Kung Fu.

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Dentro de um processo de Vida Kung Fu, muitas vezes nos vemos em situações que normalmente não viveríamos.

Mestre Julio Camacho falava sobre a dificuldade de muitas pessoas em gerar um tema e depois desenvolvê-lo. Segundo ele, a muitas pessoas tem dificuldade em gerar temas, pois ficam dependentes de uma eventual inspiração,  ou do surgimento de uma ideia. Contudo esse problema pode  ser contornado através de uma dinâmica relacional entre mestre e discípulo, pois esta relação tem um potencial gerador experiências diversas em um âmbito Kung Fu, desde que o discípulo permaneça atento para captar o que está sendo transmitido.

No âmbito da clínica psicológica,  como se é de esperar,  a presença e a atenção do psicólogo ao que está sendo transmitido são fundamentais para  o andamento do processo terapêutico, pois todo e qualquer processo terapêutico é iniciado no momento  em que é constituída uma relação e  dentro dessa relação surgirão os temas  pertinentes do processo de vida de cada pessoa.

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A atenção refinada pela convivência com Mestre Julio Camacho  me desenvolve como psicoterapeuta.

A partir do surgimento de temas, a atenção de um terapeuta é muito importante, mas essa se dá em vários níveis. É necessário prestar atenção não só no que é dito, mas também no que não é dito, no que é mostrado através de gestos e movimentos, e também nas coisas que a pessoa não consegue ver ou perceber, mas que estão contidas em sua comunicação. A percepção destes aspectos é o que move a terapia, e é através dessa atenção que novos temas vão sendo explorados.

Considerando que estar próximo ao  mestre em situações de vida Kung Fu, permite a ampliação da percepção e da capacidade de prestar atenção, acredito que posso me tornar um psicoterapeuta melhor, pois o potencial gerado dentro dessa relação refina nossas principais ferramentas de trabalho….

Mas isso é só um psicólogo falando… Acredito que qualquer que fosse a profissão a fala seria a mesma. Até a próxima!

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Discípulo de Mestre Julio Camacho Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

Developing Attention Through Master-Disciple Relationship

What is the big deal about Kung Fu? The precise movemnts, maybe or  the technical efficiency? Improvement of body awareness?

All these particularities are, in my opinion, Kung Fu differentials, but nevertheless, I believe that what makes this art so different is what we call Kung Fu life. But what would that be? At the base of Kung Fu life would be the relationships developed in the martial circle, especially the master and disciple relationship.

But what does this master-disciple relation is so special?

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Master Julio Camacho accompanies his Master Leo Imamura on his Master visit. An encounter of three generations, in 1998.

At first it is a relationship that is based on learning, but it is not restricted to the physical aspect, mainly because such a perspective would be limiting and limited. The learning transcends the martial aspect of Kung Fu. In my view, the fight is the dress that Kung Fu uses so that we can develop something much more precious, which is attention.

Which life situations would we truly need to use a punch? It may be that some situations ,actually, require it’s use … but in how many life situations would we benefit from refined attention? I venture to say that in all!

While a relationship based on fighting occurs mainly in  fighting environments, a relationship based on attention can occur anywhere, doing just about anything.

We may be developing our Kung Fu painting walls or simply having lunch.

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It’s possible to develop Kung Fu even painting walls. On image Vladmir Anchieta and Fernando Xavier.

When we are immersed in a relationship, there are always life exchanges and new experiences emerge from these exchanges. When we put ourselves into a master and disciple relationship, when together  some situations to the development of attention are created through Kung Fu experiences.

This week I met Master Julio Camacho and other disciples for lunch. While having a meal we were able to talk about a project that is being developed. A project about Kung Fu Pages on the internet. In this project, some disciples, supervised by Mestre Julio Camacho, will make regular posts on different themes, gathered around the Kung Fu theme.

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In a Kung Fu life process, we often see ourselves in some situations that we wouldn’t normally be.

Master Julio Camacho talked about the difficulty of many people in generating a theme and then developing it. According to him, many people find it difficult to generate themes because they are dependent on an eventual inspiration, or the emergence of an idea. However, we can go around this problem by having a relational dynamic between master and disciple, for this relationship has a potential to generate diverse experiences in a Kung Fu scope, as long as the disciple pays attention for what is being transmitted.

In the psychological clinic, as many might expect, the presence and attention of the psychologist to what is being transmitted are fundamental to the progress of the therapeutic process, since any therapeutic process is initiated at the moment when a relationship is formed and Within this relationship will arise the pertinent themes of the process of life of each person.

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The refined attencion developed by being close to my master helps me become a better psychotherapist

From the emergence of themes, the attention of a therapist is very important, but this takes place on several levels. It is necessary to pay attention not only to what is said, but also to what is not said, what is shown through gestures and movements, and also in things that the person can not see or perceive, but which are contained in their communication. The perception of these aspects is what moves the therapy, and it is through this attention that new themes are being explored.

Considering that being close to the master in Kung Fu life situations, allows the expansion of perception and ability to pay attention, I believe that I can become a better psychotherapist, because the potential generated within this relationship refines our main work tools … .

But this is just a psychologist talking … I believe that whatever profession the speech would be the same. Until next time!

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An Disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

O Kung Fu e a Escuta / Kung Fu and Hearing

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Como o Kung Fu pode aprimorar nossa capacidade de escuta?

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Em muitas escolas de psicologia, muito se fala sobre a neutralidade de um terapeuta. Essa fala gera inúmeras discussões. Enquanto alguns psicólogos abraçam a tentativa de ser o mais neutro possível frente a um paciente, outros terapeutas dizem ser impossível alcançar essa pretensa neutralidade, pois ela acaba no segundo que começa a relação. Pois qualquer elemento da existência provoca um desequilíbrio nesta neutralidade.

A meu ver, ambas as perspectivas, apesar de antagônicas, fazem sentido e estão corretas. Porém existe um nível em que ambas possam coexistir, uma vez que seguidas à risca pode ser que se tornem incorretas. É verdade que uma vez dentro de uma relação a neutralidade se extingue, porém existem momentos que a busca pela neutralidade é desejada. Um desses momentos é justamente o momento de escuta. Quando escutamos o paciente, é de bom tom que permaneçamos neutros, para que nossas vivencias, interpretações e julgamentos não atrapalhem o curso narrativo da pessoa, e por consequência o processo terapêutico da mesma. Mas assim que nos colocamos, seja para fazer um apontamento, trazer um substrato teórico, ou mesmo quando empatizamos, saímos dessa tênue neutralidade.

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Não é incomum tratarmos assuntos de vida Kung Fu enquanto fazemos refeições.

Na última quinta, me desloquei até a Barra da Tijuca, como faço quinzenalmente, para me reunir com Mestre Julio Camacho e outros discípulos. Durante esse encontro, dois praticantes estavam em discordância quanto a um assunto institucional e pediram a orientação do Mestre para poder ter a situação esclarecida. Neste momento ocorreu uma situação que chamou muito a minha atenção.  Ele falou algo parecido com o seguinte “Quero que vocês digam o que aconteceu, evitando emitir suas opiniões pessoais.” Após cada um dizer o que ocorreu naquele ambiente, sem chegar na motivação para a discordância Mestre Julio Camacho teceu então alguns comentários, sobre o conceito do tema que gerou a discussão e esclareceu, para ambos, alguns aspectos conceituais importantes. Depois esse fato, ele perguntou acerca do posicionamento de cada um diante do tema e cada um deu sua versão. Mestre Julio Camacho então trouxe elementos que pudessem auxilia-los naquela questão especifica.

Ele explicou mais tarde, que o fez, porque queria o máximo de informação sem seguir uma tendência lançada por cada discípulo. Decidiu abordar primeiro o tema de uma forma geral, para depois falar sobre ele de uma forma particular.

Mestre Julio Camacho lembrou que no Ving Tsun, o tipo de Kung Fu que praticamos, a Guarda acontece em uma posição de Braços chamada Jong Sau.  Nessa posição uma mão fica sempre em uma linha no meio do tórax, pois partindo de um ponto neutro pode-se abordar mais possibilidades com eficiência.

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Um exemplo de Jong Sau em uma demosntração de Maai San Jong em 2007.

Essa situação me chamou a atenção porque se parece com meu entendimento de escuta terapêutica.  Muitas vezes, é importante que o terapeuta tenha uma escuta clara, e sem interferência sobre o paciente. A importância de estar presente nas situações relatadas pela paciente de uma maneira mais pura, evitando ser influenciado por uma fala neurótica de cada paciente.

Como já sabemos, Mestre Julio Camacho, é psicólogo e pode ser que ele tenha aprimorado a sua escuta exercendo a posição de terapeuta, mas talvez seja insipiente atribuir essa qualidade na escuta somente a isso, afinal existe também uma escuta muito particular é aprimorada através do Kung Fu. O Man Sau (問手), que em uma tradução rasteira do cantonês significa, “Mão que Pergunta”.

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É possível perceber a intenção de uma pessoa através de um simples toque.

Quando há uma conexão e ocorre um toque entre os braços de duas pessoas, acontece, em um nível tátil, um diálogo. Neste diálogo as mãos recebem e dão algumas informações sobre a pessoa que está à frente e que vão desde para aonde os braços de quem está a frente está tendendo a ir, até o nível de pressão que essa pessoa está exercendo sobre o chão. Quando existe a preocupação com o Man Sau, a pessoa que entrega menos informação consegue captar melhor as informações que o outro está dando e a partir destas informações, ela pode propor alguma dinâmica. Funciona como uma espécie de escuta!

Nem sempre é fácil perceber uma pessoa nesta dimensão tátil, uma vez que constantemente estamos voltados para nós mesmos e no que devemos fazer para ter êxito. Com isso, muitas vezes deixamos de ouvir o outro e quais oportunidades ele está oferecendo. Contudo, desenvolver essa sensibilidade não é impossível, afinal de contas existe um sistema estruturado para isso!

Quando desenvolvemos nossa sensibilidade e atenção com o tato, de uma maneira geral, ela não fica restrita ao toque mas se amplia, desdobra e começa a permear outros campos da vida da pessoa.

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Quando praticamos Chi Sau, aprendemos a ouvir o que o outro tem a dizer de uma forma bastante dinâmica.

Quando Mestre Julio Camacho pediu para que seus discípulos contarem a situação do desentendimento sem que eles dessem sua opinião pessoal, pode se dizer que em um nível avançado de man sau, ele pode entrar nas questões de uma maneira bastante neutra e avaliar o cenário proposto por seus discípulos, verificando que estava ocorrendo um desencontro conceitual. Uma vez que essa distorção foi esclarecida, nosso Mestre pode passar para temática seguinte e no porque cada um acreditava naquilo, e então se posicionar conforme.

Como observador externo, acredito que presenciei o Man Sau, sendo realizado em um nível que extrapolou o toque com as mãos, o toque se deu através das palavras, mas no meu entendimento a dinâmica foi parecida, pois primeiro houve a exploração de ambiente através da neutralidade da escuta e depois a proposição da fala.

A relação Mestre-Discípulo tem muito a contribuir para o desenvolvimento humano, ela está dentro de um processo que chamamos de vida Kung Fu. Esse processo potencializa situações vividas cotidianamente, nos permitindo dar um olhar mais atento a elas e conseguir, com alguma sorte e empenho, ressignifica-las e às vezes tudo o que precisamos para ressignificar é parar e ouvir o que o outro tem a dizer. Seja como terapeuta ou praticante de Kung Fu.

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Discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu and Hearing.

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How can Kung Fu improve the abilitie of hearing?

In many schools of psychology, much is said about the neutrality of a therapist. Many discussions are generated  innumerable discussions through this speech. While some psychologists embrace the attempt to be as neutral as possible in front of a patient, other therapists say it is impossible to achieve this alleged neutrality, because it ends in the second that the relationship begins. For any element of existence causes an imbalance in this neutrality.

In my view, both perspectives, although antagonistic, make sense and are correct. But there is a level where both can coexist, since they can be followed incorrectly. It is true that once within a relationship neutrality is extinguished, but there are moments that the search for neutrality is desired. One of these moments is precisely the moment of listening. When we listen to the patient, it is good that we remain neutral, so that our experiences, interpretations and judgments do not disturb the narrative course of the person, and consequently the therapeutic process of the person. But as soon as we act on the setting, whether to make an appointment, to bring in a theoretical substrate, or even when we empathize, we come out of this tenuous neutrality.

Last Thursday I went to Barra da Tijuca, as I do every fourteen days, to meet Master Julio

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It’s not rare to discuss matters of kung fu life while having a meal.

Camacho and other disciples. During this meeting, two practitioners were in disagreement on an institutional issue and asked for the guidance of the Master in order to have the situation clarified. At this moment my attention was brought to an episode that happened there. He said something similar to the following: “I want you to tell what happened, avoiding giving your personal opinions.” After each one said what happened in that environment, without reaching the motivation for disagreement Master Julio Camacho then made some comments about the Concept of the theme that generated the discussion and clarified, for both, some important conceptual aspects. After that fact, he asked about the position of each one in front of the theme and each gave his version. Master Julio Camacho then brought elements that could help them in that specific question.

He later explained that he did, because he wanted the most information without following a trend thrown by each disciple. He decided to approach the subject first in a general way, and then talk about it in a particular way.

Master Julio Camacho recalled that in Ving Tsun, the type of Kung Fu we practice, the Guard happens in a position of Arms called Jong Sau. In this position a hand is always in a line in the middle of the thorax, because starting from a neutral point you can approach more possibilities with efficiency.

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An Jong Sau example in a Maai San Jong demonstration in 2007.

In this situation caught my attention because it looks like my understanding of therapeutic hearing. It is often important for the therapist to have clear listening, and no interference on the patient. The importance of being present in the situations reported by the patient in a more pure way, avoiding to be influenced by a neurotic speech of each patient.

As we already know, Master Julio Camacho is a psychologist and it may be that he has improved his listening by exercising the position of therapist, but perhaps it is insipient to attribute this quality in listening only to this, after all there is also a very particular listening is improved through Kung Fu. The Man Sau (問手), which can be translated from Cantonese as “Asking Hand”.

Kung Fu has a particularity that I find very interesting, that in the school in which practice we call connection. The connection occurs when two people meet and establish a relationship, however, the perception of this connection occurs on several levels. Among them the touch.

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It’s possible to notice some people’s intention by the slightest touch.

When there is a connection and a touch occurs between the arms of two people, a dialogue takes place on a tactile level. In this dialogue the hands receive and give some information about the person who is ahead and who go from where the arms of the one in front is tending to go, up to the level of pressure that that person is exerting on the ground. When there is concern about Man Sau, the person who provides the least information can better capture the information that the other is giving and from this information, it can offer some dynamics. It works as a kind of listening!

It is not always easy to perceive a person in this tactile dimension, since we are constantly focused on ourselves and what we must do to succeed. With this, we often fail to listen to the other and what opportunities he is offering. However, developing this sensitivity is not impossible, after all there is a structured system for this!

When we develop our sensitivity and attention with touch, in a general way, it is not restricted to the touch but enlarges, unfolds and begins to permeate other fields of the person’s life.

When Master Julio Camacho asked his disciples to tell the situation of the disagreement

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When praticing Chi Sau, we can learn to hear other person in a very dynamic way!

without giving their personal opinion, it can be said that at an he has displayed an advanced level of man sau, he can enter the issues in a rather neutral way and evaluate the scenario proposed by His disciples, verifying that a conceptual misunderstanding was taking place. Once this distortion has been clarified, our Master can move on to the next subject and not because each one believed in that, and then to stand accordingly.

As an external observer, I believe that I witnessed Man Sau, being carried out on a level that extrapolated the touch with the hands, the touch came through the words, but in my understanding the dynamics was similar, for first there was the exploration of environment through Neutrality of listening and then the proposition of speech.

The Master-Disciple relationship has much to contribute to human development, it is within a process we call Kung Fu life. This process potentializes everyday situations, allowing us to take a closer look at them and to achieve, with some luck and commitment, to repassify them and sometimes all we need to resignify is to stop and listen to what the other has to say. Be it as a therapist or a Kung Fu practitioner.

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An Disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Figura, Fundo e Kung Fu/ Figure, Ground and Kung Fu

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Porque dentro do Kung Fu um soco pode significar tanta coisa? É o que tentarei explicar a seguir!

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Há algumas semanas, eu estava tomando café da manhã com Mestre Julio Camacho e outros praticantes de Kung Fu, quando surgiu o assunto de que havia muitas distorções acerca de termos de alguns termos de psicologia. Muitos não sabem, mas Mestre Julio, assim como eu, também é psicólogo. Ele falava ,em tom de brincadeira, de certo praticante que estava fazendo uma série de confusões acerca do conceito de figura e fundo. Fiquei pensando algum tempo em como explicar essa ideia que para mim é tão natural, para que  outros praticantes pudessem entender sem criar novos problemas para si.

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Tanto em situações cotidianas, como um café da manhã, quanto em situações de prática, Mestre Julio Camacho consegue mobilizar a enxergar outros paradigmas. O efeito que teve em mim foi: Como um praticante de Kung Fu/Psicólogo pode utilizar Kung Fu para falar de Psicologia? E Como utiliza psicologia para falar de Kung Fu?

Com esse pensamento em mente, recentemente eu acompanhei o processo de aprendizado de um rapaz que tinha acabado de se inscrever no Ving Tsun Experience, programa que funciona como porta de entrada para o Kung Fu.  Durante a sessão desse rapaz, que se chama Felipe, pudemos observar alguns aspectos importantes para o Kung Fu, mas gostaria de ressaltar o trabalho de soco. Depois de algumas tentativas, me inspirei em algo que o Mestre Thiago Pereira me disse e perguntei: “Para que serve esse soco que a gente tá trabalhando?!”. O rapaz disse que para ele, o soco servia tanto para agredir, quanto para medir distância. Concordei com ressalvas pois perguntei porque então não estávamos nos acertando e porque a distância entre nós não mudava. O rapaz, assim como eu fiz, outrora não soube o que responder. Apontei uma série de coisas que trabalhamos a partir da configuração do soco, como equilíbrio e geração de energia a partir de uma base estática.

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Muitas vezes no Kung Fu, um toque sutil pode gerar uma série de informações. Na imagem, uma prática de Ving Tsun Experience.

Ao resgatar esse tema que já nos é familiar, gostaria de trazer também um conceito da Psicologia da Gestalt, uma linha teórica bastante conhecida dentro da psicologia.

No início do século XX, na Alemanha, alguns psicólogos se debruçaram no estudo sobre a forma com que os seres humanos organizam suas percepções e sensações. A partir desses estímulos, estes estudiosos perceberam que as pessoas se organizam em Gestalten, termo em alemão cujo significado se aproxima de “forma” ou “totalidade”.

Através de muitos estudos e observações, grandes expoentes da Psicologia da Gestalt como Wertheimer, Koffka e Köhler começaram a perceber que a “totalidade é maior que a soma das partes. “

Mas o que isso quer dizer?

De forma resumida, quer dizer que um elemento isolado necessita de um contexto para que seja atribuído a ele um significado. Por exemplo, uma linha reta desenhada em um papel, isoladamente ela não significa muita coisa, mas dentro de uma composição com outras retas pode formar, por exemplo a representação da planta baixa de uma casa. Logo pode-se afirmar que as partes observadas separadamente não possuem as mesmas características de um todo, e portanto a totalidade é maior que a soma das partes.

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Por muitos anos, o vaso de Rubin foi utilizado para ilustrar o conceito de figura e fundo.

Este postulado se apoia no conceito de figura e fundo. Quando trazemos esse conceito para as relações humanas, pode-se afirmar que o fundo diz respeito ao organismos, ao meio ambiente e as experiências prévias de um indivíduo, enquanto a figura é a parte que se destaca neste fundo. Quando inserimos novos elementos em um fundo, a configuração e a percepção do todo mudam por completo, o que pode mudar a percepção total ou parcial de uma figura, pois sua emergência pode vir repleta de novos significados. Quando essa reconfiguração é consciente podemos chamá-la de insight, awareness, ou simplesmente de tomada de consciência.

Quando Felipe chegou para praticar naquele dia ele tinha uma concepção sobre o soco, que condizia com suas experiências prévias e que fazia parte do seu fundo psicológico. Para ele, o soco quando o soco emergia enquanto figura, era um elemento que servia tanto para externar agressividade quanto para medir distância, contudo durante a sessão foram aparecendo novos elementos que passaram a compor um novo fundo para Felipe. Em um momento eventual, quando houver a necessidade de Felipe utilizar o soco dentro de uma sessão de Ving Tsun Experience novamente, ele provavelmente terá um entendimento mais denso sobre esse elemento e certamente em outras oportunidades ele estará menos ávido para fechar um significado sobre o que está praticando e estará mais atento as possibilidades geradas pelo Kung Fu.

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Discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Why does the Punch may have many meanings on Kung Fu? That’s what i’ll try to explain next!

A few weeks ago, I was having breakfast with Master Julio Camacho and other Kung Fu practitioners when a subject came to the table that there were many distortions about some terms of psychology. Many do not know, but Master Julio, is also a psychologist, just like me. He was talking  about of a certain practitioner who was making a series of confusions about the concept of figure and background. I started to think how to explain this idea which is so natural to me so that other practitioners could understand  it without creating new problems for themselves.

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Either in daily situations, such as breakfast, as in practices, Master Julio can mobilize people to see other paradigms. The effect on me was How can a Kung Fu Practitioner/Psychologist could use Kung Fu to talk about psychology? And how do a Psychologist could use pyschology to talk about Kung Fu?

With that thought in mind I started last week. I was helping through the learning process of a young man who had just signed up for the Ving Tsun Experience, a gateway program for Kung Fu. During the session of this lad, who is called Felipe, we could observe some important aspects for Kung Fu, but I would like to emphasize the punch. After a few attempts, I was inspired by something that Master Thiago Pereira told me and asked: “What is this punch? What are we working through it ?!”. Felipe said that the punch served both to attack and to measure distance. I agreed with reservations because I asked why we were not hitting each other and why the distance between us did not change. The boy, as I did in the past, did not know what to answer. I pointed out a number of things that we were working from the punch configuration, such as balance and power generation from a static basis.

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Many times on Kung Fu, the slightest touch might bring lots of information. On this pictute a Ving Tsun Experience Pratice.

Since I’m bringing this theme back, I would also like to bring a concept of Gestalt Psychology, a theoretical line well known within psychology.

In the early twentieth century, in Germany, some psychologists have studied the way humans organize their perceptions and sensations. From these stimuli, these scholars have realized that people are organized in Gestalten, a German term whose meaning approaches to “form” or “totality”.

Through many studies and observations, great exponents of Gestalt Psychology such as Wertheimer, Koffka, and Köhler have begun to realize that “totality is greater than the sum of the parts.”

But what does that mean?

Briefly, it means that an isolated element needs a context in order to be assigned a meaning. For example, a straight line drawn on a paper, alone it does not mean much, but within a composition with other straight lines can form, for example the representation of the floor plan of a house. It can thus be said that the parts observed separately do not have the same characteristics of the whole, and therefore the totality is greater than the sum of the parts.

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For many years, The Rubin Vase was used to illustrate the concept of figure and ground.

This postulate is based on the concept of figure and ground. When we bring this concept into human relations, it can be said that the ground concerns the organisms, the environment and the previous experiences of an individual, while the figure is the part that stands out in this ground. When we insert new elements into a ground, the configuration and perception of the whole changes completely, which can change the total or partial perception of a figure, because its emergence may come full of new meanings. When this reconfiguration is conscious we can call it insight, awareness, or simply awareness.

 When Felipe arrived to practice that day he had a conception of the punch, which was consistent with his previous experiences and which was part of his psychological background. For him, the punch when the punch emerged as a figure, was an element that served both to express aggression and to measure distance, yet during the session new elements appeared that formed a new fund for Felipe. At an eventual moment, when there is a need for Felipe to use the punch within a Ving Tsun Experience session again, he will probably have a more dense understanding about that element and certainly on other occasions he will be less eager to close a meaning about what Is practicing and will be more aware of the possibilities generated by Kung Fu.

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Disciple of Master Julio Camacho.   Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu e Frustração / Kung Fu and Frustration

 

 

 

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Em algumas organizações de Artes Marciais, em especial no Kung Fu  é comum encontrarmos cerimônias que marquem a mudança de nível de um praticante. Neste tipo de cerimônia não é incomum ouvir algum praticante proferindo a palavra “Frustração”  ao falar sobre a sua experiência no nível anterior. Mas o que é frustração?

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Cerimônia de passagem de nível em que acessei o segundo nível do sistema tradicional de Ving Tsun.

 

A frustração pode ser entendida como uma tensão gerada pela não satisfação de necessidades ou desejos. Esse sentimento pode estar associado a uma fala muito pejorativa, no sentido que pessoas frustradas são mal realizadas e estão presas a situações do passado.
Certa vez, Mestre Julio Camacho estava falando sobre como o Kung Fu preparava as pessoas para situações de vida e disse algo parecido com o que transcreverei a seguir: “Muitas vezes as pessoas associam idade a sabedoria, mas isso não necessariamente se traduz em verdade. Não é incomum encontrar alguém idoso e abobalhado, ao mesmo tempo que não é impossível encontrar alguém jovem e com muitos recursos para resolver seus problemas.”

Você pode estar se perguntando… Mas o que tem isso a ver com Kung Fu?

Bem, dentro da dinâmica de vida kung fu, constantemente somos colocados em situações em que normalmente não vivenciaríamos, isso inclui mas não está restrita a prática Marcial.

De uma maneira geral, na vida cotidiana não é incomum que as pessoas tenham seus objetivos frustrados, quando estão apoiadas na neurose as pessoas buscam manipular o ambiente a fim de se eximirem de responsabilidade das falhas que venham realizar. Dentro da prática do Ving Tsun, frente a um tutor qualificado essa manipulação fica cada vez mais difícil de ser posta em prática, o que faz com que o praticante esteja constantemente lidando com a frustração do desejo de prosseguir e ter êxito na situação programada.

Mas o sentimento de tentar e não conseguir pode ser positivo?

A frustração é fundamental para o desenvolvimento humano, pois as pessoas são colocadas frente a barreiras, elas tendem a buscar alternativas para transpô-las. O sistema Ving Tsun permite a transposição destas barreiras mas somente através de um processo legitimo, existe um caminho que deve ser seguido, enquanto atalhos, abusos e manipulações são facilmente detidos, quando colocados frente a um tutor qualificado. Isto permite que a pessoa fique mergulhada dentro da frustração em busca de alternativas legítimas, para poder passar pela situação colocada.

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O excesso de força é uma forma de tentar manipular o ambiente em seu favor, um tutor qualificado de Ving Tsun pode facilmente frustrar essa manipulação.

A sensação de estar frustrado, contudo, nunca é boa e quando está aliada a uma ansiedade além da medida pode ser demais para um praticante, travando todo o seu processo de aprendizado. Desta forma é importante que cada praticante passe a se conhecer melhor e consiga ver entender qual é o nível de frustração e ansiedade que possam ser tolerados naquele momento. Por isso pode ser saudável fazer pequenas pausas para conseguir assimilar a carga emocional que é desprendida dentro das sessões.

Existe um ditado no Brasil que diz::“ Mar calmo não faz bom marinheiro.” . Contudo é importante notar que um mar extremamente tempestuoso e agressivo pode não fazer marinheiro algum.  Desta forma é importante estar experienciando alguma dose de frustração, mas não se pode permitir que ela te incapacite.
 

Eu acho que foi pensando nessa lógica de que o mar calmo não faz bom marinheiro que Mestre Julio Camacho disse a frase sobre o idoso abobalhado e o jovem com recursos, acredito que ele se referia a qualidade dos desafios que cada um encarou durante a vida, e como pode lidar com suas frustrações pessoais. E estar dentro de uma dinâmica de vida Kung Fu, saindo dos lugares habituais permite com que haja esse crescimento, que se dá não só através da frustração, mas também do pensamento estratégico desenvolvido dentro do Ving Tsun.

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Master Julio Camacho falando sobre vida Kung Fu.

 

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Discípulo de Mestre Julio Camacho Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

 

 

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0a553-despair-work-falure-computer-1494555ENGLISH VERSION

In some Martial Arts organizations, specially on Kung fu ones, it is common to find ceremonies marking a practitioner’s level change. In this type of ceremony it is not uncommon to hear a practitioner saying the word “Frustration” when talking about their experience at the previous level. But what is frustration?

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Level Change Cerimony which I was granted acess to the second level of Ving Tsun traditional system.


Master Julio Camacho was once talking about how Kung Fu prepares people for life situations and said something similar to what I will transcribe below: “People often associate wisdom with age, but that’s not necessarily into true. It’s not uncommon to find an old aged fool, while it’s not impossible to find someone young and resourceful. “
Frustration can be understood as a tension generated by the non-satisfaction of needs or desires. This feeling is often  spoken pejorative way, it is said that frustrated people are unsucessfull in lifeand are, as well, stuck in situations of the past.

But you might be asking yourself… How’s that even related to Kung Fu?

Well, within the dynamics of kung fu life, we constantly find ourselves in situations that we would not normally experience, this includes but is not restricted to martial practice.

Generally speaking, in everyday life it is not uncommon for people to have their goals frustrated; when they are overwhelmed by their own neurosis, people seek to manipulate the environment in order to  withdrawn the responsibility for their own failures. Within the Ving Tsun practice, in front of a qualified tutor this manipulation becomes very difficult to be putted into practice, which makes the practitioner constantly dealing with the frustration of the desire to continue and succeed in that situation.

But how the feeling of trying and not making could be positive?

Frustration is fundamental to human development, as people are placed in front of barriers, they tend to look for alternatives to bypass them. The Ving Tsun system allows the bypassing of these barriers but only through a legitimate process, there is a path that must be followed, while shortcuts, abuses and manipulations are easily detained when placed in front of a qualified tutor. This allows the person to be immersed in the frustration in search of legitimate alternatives, to be able to go through the situations.

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Strenght abuse is a way of trying to manipulate the enviroment in ou favor, a Ving Tsun qualified tutor can easily frustrate that manipulation.

The feeling of being frustrated is, however, never good and when combined with an high level of anxiety could be too much for a practitioner, stopping thewhole learning process. In this way it is important that each practitioner begins to improve their self knowlege to be able to see what level of frustration and anxiety can be beared at that moment. So it may be healthy to take short breaks in order to assimilate the emotional load that is unleashed within the sessions.


There is a saying in Brazil that says: “Calm sea does not make a good sailor.” However it is important to note that an extremely stormy and aggressive sea may not make any sailor at all. In this way it is important to be experiencing some amount of frustration, but it can shouldn’t incapacitate you.

I believe that Master Julio Camacho was thinking about the logic of the calm sea does not make good sailor when he said the phrase about the old fool and the resourceful and young, I believe he was referring to the quality of the challenges that each one faced during The life, and how you handle your personal frustrations. The Kung Fu life provides us with many challenges of that sort, leaving the usual places allowed for this growth to occur, not only through frustration but also the strategic thinking developed within the Ving Tsun.

 

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Master Julio Camacho talking about Kung Fu life.

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An disciple of Master Julio Camacho Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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