O olhar atento do Kung Fu

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O início de nossa viagem a São Paulo.

No último fim de semana  fiz minha primeira viagem voltada para o Kung Fu.  Foi uma viagem a São Paulo, em que fomos prestigiar o  54º aniversário do Mestre do Mestre Julio Camacho, Leo Imamura. Várias pessoas me questionaram sobre a necessidade de eu ter me deslocado do Rio até São Paulo apenas para estar presente no aniversário de uma pessoa. Acho que a resposta mais simples que posso dar é que além de ter ido prestigiar uma grande liderança, fui para São Paulo refinar meu Kung Fu mesmo não precisando disparar muitos golpes.

A viagem se deu em duas etapas o sábado de cerimônia e o domingo de palestras, nas duas ocasiões o ambiente foi propício para que eu pudesse aprimorar  não só minhas percepções, mas minha atitude mental. Desde a partida do Rio até a volta para casa, pude perceber que teria que estar muito focado e comprometido com a família Kung Fu, caso contrário minha viagem poderia ser em vão. Isso se dá pelo fato de que no Kung Fu e na vida as situações ocorrem de forma dinâmica e muitas vezes só temos uma oportunidade de ver, experienciar ou sentir algumas coisas. Estar atento para as situações como se configuram é essencial para que possamos analisar o ambiente e reverter as possibilidades em benefícios. Pelo que aprendi nessa viagem, a  melhor maneira de estar gerando benefícios é estar atento e não deixar as possibilidades passarem sem que haja uma análise cuidadosa de cenário.

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Mesmo em uma mesa de refeições, a atenção de um praticante de Kung Fu deve ser constante.

Nessa viagem ocorreram diversas situações em que análise e ação em um cenário  se mostraram necessárias, mas o que de fato me chamou a atenção foi a questão da qualidade necessária para agir em cada situação. Pelo que entendo da minha convivência com Mestre Julio Camacho, um praticante de Kung Fu não pode se comportar como alguém que está em um ambiente para fazer “número”, mas deve ser um sujeito que faz a diferença nas situações em que se encontra, mesmo que essa diferença seja invisível aos olhos da maioria. Um bom praticante de Kung Fu influencia diretamente o meio em que está inserido e  para tal, pode ser que tenha sua atenção convocada, o que para alguns pode parecer que estamos sendo constantemente testados ou então que está recebendo ordens.

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No estudo com o Sa Baau, pude colocar atenção na cadeia de energia gerada pelo meu corpo e como me posiciono ao desferir um golpe.

O ofício de um psicólogo, assim como no Kung Fu, exige com que o profissional tenha uma atuação que faça a diferença na vida de uma pessoa. Essa atuação vem de uma escuta clara e de uma percepção aguçada por dezenas de horas de prática supervisionada, além de uma longa jornada de autoconhecimento. Contudo, muitas vezes me pergunto se apenas isso é suficiente. Acredito ter encontrado no Kung Fu uma maneira de me aprimorar profissionalmente, principalmente porque amplia a consciência e a atenção sobre si e outros. Dentro de uma dinâmica de Kung Fu gradativamente aumentamos a consciência corporal e espacial, mas ao nos relacionarmos dentro do que chamamos de círculo Marcial, melhoramos também nossa capacidade avaliar situações e avaliando as situações podemos explorar os melhores recursos delas.  Essa habilidade é fundamental também para acompanhar integralmente processo terapêutico.

Até a próxima!

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Discípulo de Mestre Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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Kung Fu’s Watchful eye.

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The begining of our trip to São Paulo.

Last weekend I made my first Kung Fu trip. It was a trip to São Paulo in which we were to honor the 54th birthday of  Master Julio Camacho’s Master, Leo Imamura. Several people questioned me about the need of going from Rio to São Paulo just to be present on a person’s birthday. I think the simpler answer I can give  for that is that in addition to attending a great leadership birthday, I went to São Paulo to refine my Kung Fu even if striking very few blows.

The trip had two stages, the Saturday of the ceremony and the Sunday of lectures. On both occasions, the environment was aproppriate for me to improve not only my perceptions, but my mental attitude. From Rio’s departure until the return home, I realized that I would have to be very focused and committed to the Kung Fu family, otherwise going on this trip could have been in vain. This is due to the fact that in Kung Fu and in life  the situations occur dynamically and often we only have an opportunity to see, experience or feel some things. Being attentive to the situations as they are configured is essential so that we can analyze the environment and transform the possibilities into benefits. And from what I learned on this trip, the best way to be generating benefits is to be aware and not let the possibilities pass without careful consideration of the scenario.

On this trip there were several situations in which analysis and action in a scenario were

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Even in a meal table, a Kung Fu practicioner should have attention to the enviroment.

necessary, but what really caught my eye was the question of the quality needed to act in each situation. From what I understand of my relationship with Mestre Julio Camacho, a Kung Fu practitioner can not behave like someone who is in an environment to make “numbers”, but must be an active subject that makes a difference in the situations in which he is, even if that this difference is invisible in the eyes of the majority. A good practitioner of Kung Fu directly influences the environment in which he is inserted and for this purpose, he may have his attention called , which for some may seem to be constantly being tested or is receiving orders.

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On the Sa Baau’s study, i could bring attention to the energy chain required, and how i change my feet position while striking a blow.

The job of a psychologist, just like in Kung Fu, requires that the professional have a performance that makes a difference in a person’s life. This performance of clear listening and keen insight  comes from dozens of hours of supervised practice, and also a long journey of self counsciousness is require. However, I often wonder if that supervision alone is enough. I believe I have found Kung Fu a way to improve myself professionally, mainly because it increases awareness and attention for myslef and others. Within a Kung Fu dynamic we gradually increase our bodily and spatial consciousness, but as we relate to what we call the Martial Circle, we also improve our ability to assess situations and to evaluate situations we can draw on the best resources from them. This ability is also fundamental to fully follow the therapeutic process.

Until next time!

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An disciple of Master Julio Camacho. Iuri Alvarenga “Moy Yau Lei” iurial1v@gmail.com

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